Um dia destes vi numa rua, entre as pedras da calçada, duas rolhas de cortiça que pertenceram a duas garrafas de vinho. Ao vê-las imaginei o vinho enquanto estivera retido, por elas, nas garrafas e a satisfação de quem o bebeu depois de ter sido solto.Imaginei isto e lembrei-me de que, um pouco à semelhança de garrafas, também temos "vinho" dentro de nós. Esse "vinho" consiste em experiências, conhecimento, sabedoria e, uma vez solto, além de nos alegrar a nós, pode ajudar a alegrar alguém.
Soltemos, então, "o vinho" que há dentro de nós!
Tiremos "as rolhas" que o têm impedido de sair!
Deitemos fora os medos que nos têm oprimido!
Adélia Paulo